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sexta-feira, 25 de outubro de 2013

GENEALOGIA TROPEIRA ---> para ver o conteúdo Click no link abaixo.

https://sites.google.com/site/valdeneisilveira/genealogiatropeira

Click sobre o volume que pretende visualizar, ele irá baixar o arquivo em DOC ou PDF veja a lista de nomes e genealogias dos respectivos lugares.
Esta coletânea é incrível, trata dos povoamentos destas regiões, os primeiros a chegar e suas famílias, artigos muito interessantes para você que busca e gosta de Genealogia.


Genealogia Tropeira

COLETÂNEA DE MATERIAL HISTÓRICO E GENEALÓGICO

Organizado por Cláudio Nunes Pereira 
Em WORD (.doc)                                                                                                        de 18/07/2013
Volume VII - SOROCABA - Volume I
Volume VIII - ITAPETININGA - Volume I

Em ADOBE (.pdf)                                                                                                        de  18/07/2013
Volume VII SOROCABA - Volume I
Volume VIII - ITAPETININGA - Volume I


sexta-feira, 24 de maio de 2013

O POVOAMENTO DAS TERRAS E SERTÕES DE GUARATINGUETÁ


        A ocupação de terras na vila de Guaratinguetá teve inicio em meados do
século XVII, através das chamadas doações de sesmarias, ou sejam, grandes
extensões de terras doadas àqueles que estivessem em condições de nela se fixar
e dela cuidar, juntamente com família e cabedais. Foi uma das maneiras como se
deu a ocupação de terras no Brasil, principalmente na Capitania de São Paulo,
sem mencionar, é óbvio, outros mecanismos utilizados, como a posse ilegal e a
compra-venda. Sua extensão variava de acordo com a localização e com o
solicitante, medindo, em sua maioria, meia légua, uma légua (6.000 m) ou légua
e meia, pelo sertão (fundos) e pela testada (frente).
No século XVIII, as doações tiveram continuidade, muito embora já não
fosse a única modalidade de adquirir, existindo também a compra e venda.
Algumas sesmarias eram de terras devolutas, outras eram novamente doadas por
falta de confirmação pelo Rei, outras revalidadas pelo mesmo proprietário,
algumas já possuíam posse anterior, ou foram compradas de terceiros, com
expedição de nova Carta de Sesmaria.
Em sua maioria, as terras eram solicitadas por uma petição dirigida ao
capitão-general da Capitania, se valendo da necessidade de estabelecimento em
terras para o cultivo e sustento da família, declarando, para isso, ter cabedais
suficientes. O individuo que recebia a sua Carta de Sesmaria se via obrigado a
medir e confirmá-la num prazo de dois anos, ocorrendo em perda, caso não
cumprisse. Os registros eram feitos em livros próprios do governo da Capitania,
hoje conhecidos como Sesmarias, Patentes e Provisões, com exceção do período
de 1748 a 1765, quando foram registradas em livros da Alfândega da Praça de
Santos, que por sua vez, estava administrativamente vinculada à Capitania do
Rio de Janeiro RELAÇÃO DE ALGUNS SESMEIROS NO SÉCULO XVIII
Até o penúltimo quartel do século XVIII o território da vila de
Guaratinguetá compreendia uma imensa área, abrangendo as vilas de Lorena e
Cunha, e o vale histórico, até as divisas com o Rio de Janeiro, no rio Piraí.
No presente texto, foi considerando apenas as sesmarias doadas nas áreas
correspondentes aos atuais municípios de Roseira, Aparecida e Potim.
AMARO LOBO DE OLIVEIRA (CAPITÃO) - Natural da vila de Taubaté e morador
em Jacareí antes de se mudar para Guaratinguetá, onde possuía terras nos bairros
de Tetequera (1) e Itaguaçu (2). Seu inventário foi realizado na vila de São
Paulo. Era filho do Capitão Manuel Francisco de Escobar
ANTÔNIO DE BASTOS ANTUNES - Natural de Portugal e casado em
Guaratinguetá com Maria Barbosa de Lima, filha de Domingos Machado de
Lima e de s/m Branca Raposo. Recebeu terras na paragem do Itaguaçu, entre os
anos de 1732 e 1752. Faleceu em Guaratinguetá em 1753, onde foi inventariado.
ANTÔNIO DINIZ CHAVES - Recebeu meia légua de terra em quadra no
Itanguassú, dividindo com Antônio de Bastos (Antunes) e Manuel de Carvalho
Moura. Faleceu em Guaratinguetá em 1757, onde foi inventariado. Foi casado
com Isabel Paes de Siqueira, filha de Francisco Lopes de Faria e de s/m.
Margarida Bicudo.
ANTÔNIO DA MOTA PAIS – 1.800 braças de terras de testada e 1.000 de sertão as
quais começavam onde acabava o rocio da vila, correndo para o caminho de
Parati, contestando com as terras de Pedro Álvares de Araújo. Faleceu em 1745
em Guaratinguetá (3). Foi casado com Helena Antunes do Prado, natural de
Pindamonhangaba, filha de Francisco Cunha Preto e de s/m. Maria Rodrigues do
Prado.
ANTÔNIO RAPOSO BARBOSA – Recebeu em 25/09/1736, meia légua de terras de
testada e légua e meia de sertão no lugar chamado o Tanque, caminho geral para a vila de Pindamonhangaba. Falecido em 1758. Foi casado com Maria da Luz de
Lima, filha de Sebastião Machado de Lima e de s/m. Catarina de Almeida.
ANTÔNIO RAPOSO DE LIMA (ALFERES) - Possuía terras no bairro do Itaguaçú
entre os anos de 1720 e 1758. Não foi achado o registro de sua sesmaria. Era
filho de Domingos Machado de Lima e de s/m. Branca Raposo. Foi casado com
Catarina de Almeida do Prado, de quem teve geração. Faleceu em
Guaratinguetá.
DOMINGOS RODRIGUES CORREIA – Terras entre a Serra da Mantiqueira E O
Caminho velho, com meia légua de terra de largo e uma de comprido, que faz
um ribeirão que vem da mesma serra e outro chamado do hubahy, no fim das
terras da Capoeira Grande.
DOMINGOS RODRIGUES FREIRE – Terras da outra banda do rio Paraíba, na
paragem chamada Queimada Grande, com meia légua de testada, finalizando
nas terras ou posse de Manuel de Rezende a intestar com as terras dos
moradores do Potihym (Potim) e daoutra com o ribeirão de Guaratinguetá,
dividindo com Roque Corrêa e Salvador Machado. Era natural da vila de
Castelo Branco, Portugal. Foi casado Inês de Jesus Maria. Faleceu em
Guaratinguetá a 31/12/1800.
FRANCISCO BORGES RODRIGUES – Meia légua de terras em quadra, divisando
com Thomaz Pereira e José Pinto e o sertão até a serra do Quebra Cangalhas,
partindo com Luiz Dias e Miguel de Góis.
FRANCISCO NABO FREIRE (SARGENTO MOR) – Obteve, em 05 de fevereiro de
1742, uma sesmaria com meia légua de terras em quadra na paragem do rio
chamado Paraíba, entre o ribeirão de Potim e o de Amaro Lobo, que vem a
entestar com os morros da Mantiqueira. Foi casado, em segundas núpcias, em
1749, com Maria Pires Bueno, filha do Capitão Miguel de Godói Moreira e de
s/m. Maria Leite de Araújo. Obteve, também, em 20 de outubro de 1736, outra
sesmaria de meia légua de terras em quadra, principiando no paiol das mesmas
terras do suplicante, correndo o sertão para a Mantiqueira, que são matos maninhos, partindo de uma banda com Domingos Soares e de outra parte com
Amaro Lobo (4).
FRANCISCO NABO FREIRE (ALFERES) – Requereu e recebeu em 24/1/1773, em
parceria com Manuel Francisco de Toledo, uns campos nas cabeceiras do
ribeirão chamado Guaratinguetá e de outro que se chama Piaguí, até a serra de
Sapucaí e Tajuba (5), que em outra parte se chama Mantiqueira. Foi casado com
Francisca Xavier de França, irmã do beato Frei Galvão, filhos do Capitão-Mor
Antônio Galvão de França.
FRANCISCO PEREIRA DE CARVALHO – Uma légua de terras em quadra na fralda
da serra dos Guarulhos, entre os dois braços do rio Guaratinguetá, correndo o
rumo das terras de Jerônimo de Siqueira para a parte de um monte chamado
Pedra Branca, que cai para os Pilões. Em conjunto com Miguel de Godói
Moreira. Falceu na vila de Cunha em 1780. Era natural de Paramos, Termo da
Feira, arcebispado do Porto, e casado com Francisca Joaquina de Toledo Silva,
filha de Luiz da Silva Porto e de s/m. Maria de Toledo Cortez (instituidores da
Capela da Boa Vista, em Cunha).
JOÃO ALVES VILELA (PADRE) – Meia légua de terras de testada, nas
sobrequadras de Antônio de Carvalho Marques, dividindo com Antônio da
Costa Chaves (caminho de Parati). Foi durante alguns anos vigário de
Guaratinguetá e autor do relato do aparecimento de Nossa Senhora.
JOÃO ANTUNES FIALHO – um dos abridores do caminho novo para o Rio de
Janeiro. Duas léguas terras, partindo com o Capitão Antônio da Silva e João
Francisco de Castro, na paragem chamada Jararaca. Faleceu na freguesia do
Facão (Cunha) em 1789. É antepassado da família Antunes de Vasconcelos.
LOURENÇO VELHO CABRAL – Uma légua de terras em quadra no Piaguí para a
serra Mantiqueira e cabeceiras no rio Piaguí.
LUIZ DIAS DE ALMEIDA – Légua e meia de testada na parte superior do ribeirão,
acima da ponte da vila, na paragem chamada cachoeira do Mato Dentro,
compradas a Miguel de Góis, João Siqueira, Salvador Duarte, Rita Pais e Manuel Rodrigues da Fonseca, confrontando com terras de Thomaz Pereira,
contestando com a serra da Quebra Cangalhas, com terras de Matias Pires e
Miguel de Góis. Faleceu em 1793 em Guaratinguetá. Era natural de Minas
Gerais.
LUIZ RAMOS BARBAS (PADRE) – Meia légua de terras de testada e légua e meia
de sertão, na sobrequadra do sítio chamado Rocinha e do chamado Moura, em
direção a Parati. MANUEL DE SIQUEIRA CARDOSO – Terras com testada rio
Paraíba abaixo.
MANUEL FRANCISCO DE TOLEDO – Uns campos nas cabeceiras do ribeirão
chamado Guaratinguetá e de outro que se chama Piaguí, até a serra de Sapucaí e
Tajuba, que em outra parte se chama Mantiqueira. Em parceira com o Alferes
Francisco Nabo Freire. Foi inventariado em Guaratinguetá em 1805.
MIGUEL DE GODÓI MOREIRA – Uma légua de terras em quadra na fralda da
serra dos Guarulhos, entre os dois braços do rio Guaratinguetá, correndo o rumo
das terras de Jerônimo de Siqueira para a parte de um monte chamado Pedra
Branca, que cai para os Pilões. Sesmaria em conjunto com Francisco Pereira de
Carvalho. Era filho de Inácio de Godói Moreira e de s/m. Catarina de Unhate de
Medeiros e sogro de Francisco Nabo Freire. Faleceu em Pindamonhangaba a
11/11/1752.
NOTAS
1. Cidade de Roseira.
2. Atual bairro do Itaguassú, no município de Aparecida.
3. Terras na região do atual bairro dos Motas, que recebeu esse nome pelo
apelido de família.
4. Área compreendida entre municípios de Potim e Aparecida, pelos lados da
Mantiqueira, na margem esquerda do rio Paraíba.
5. Atual cidade de Itajubá.


REFERÊNCIAS
Bibliografia
ARQUIVO DO ESTADO DE SÃO PAULO. Sesmarias – 1720-1736. São
Paulo/Edição do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, 1937.
MOURA, Carlos Eugênio Marcondes de. Os Galvão de França no
Povoamento de Santo Antônio de Guaratinguetá. 3. ed. São Paulo, Ed. da
Universidade de São Paulo, 1993.
SECRETARIA DE ESTADO DA CULTURA. Repertório de Sesmarias. São
Paulo, 1994. Ed. fac-similar.
Fontes Primárias
MUSEU FREI GALVÃO/ARQUIVO JUDICIÁRIO. Inventários e
Testamentos do 1º Ofício de Guaratinguetá – 1710-1962.
DESENHO: Paulo Pereira dos Reis, IN: REIS, Paulo Pereira dos. Lorena nos
Séculos XVII e XVIII. Lorena. Fundação Nacional do Tropeirismo/Centro
Educacional Objetivo. p. 229.

apelido de família.
4. Área compreendida entre municípios de Potim e Aparecida, pelos lados da
Mantiqueira, na margem esquerda do rio Paraíba.
5. Atual cidade de Itajubá.

quarta-feira, 24 de abril de 2013

ARQUIVO DISTRITAL DE PORTALEGRE - PORTUGALhttp://adptg.dgarq.gov.pt/

Paróquia de São Vicente (São Vicente) Nível de descrição Fundo Código de referência PT/ADPTG/PRQ/PELV12
Datas de produção 1823 a 1911 Dimensão e suporte 149 liv.; 0,90 m.l. Extensões 0 Metros lineares 149 Livros Entidade detentora Arquivo Distrital de Portalegre Produtor Paróquia de São Vicente História administrativa/biográfica/familiar Paróquia existente já em 1534.
A igreja paroquial data de 1586. Pertenceu, inicialmente, à Diocese de Évora tendo-lhe sido desanexada pela Bula Super Cunctas, de Pio V, em 9 de Junho de 1570, passando a integrar a recém-criada diocese de Elvas. Por extinção desta, em 1882, foi incorporada na Diocese de Évora. O cura-capelão era da apresentação do Bispo de Elvas. Pertence actualmente ao Arciprestado de Elvas. Fonte imediata de aquisição ou transferência Incorporações da Conservatória do Registo Civil de Elvas em 1989, 06/11/1996, 26/10/2000, 13/01/2006 e 30/11/2011 Âmbito e conteúdo Concelho de Elvas. Freguesia de São Vicente e Ventosa. Constituído por livros de registos de baptismos, casamentos e óbitos. Sistema de organização Ordenação cronológica, por série Condições de acesso Comunicável, salvo os documentos em mau estado de conservação. Condições de reprodução Reprodução condicionada ao estado de conservação dos documentos. Sujeita à tabela emolumentar da DGRN Idioma e escrita Português Características físicas e requisitos técnicos Razoável estado de conservação, pontualmente mau Instrumentos de pesquisa Guia e inventário GAMA, Eurico da, 1913-1977. Catálogo dos Livros Paroquiais da Biblioteca Municipal de Elvas. Lisboa : Academia Portuguesa da História, 1980 Existência e localização de cópias Documentação parcialmente disponível em formato digital. Existem duplicados dos livros de 1860 a 1881 no Arquivo Histórico da Câmara Municipal de Elvas. Unidade de descrição relacionadas Portugal, Arquivo Histórico da Câmara Municipal de Elvas, Paróquia de São Vicente (F) Portugal, Arquivo Distrital de Portalegre, Administração do Concelho de Elvas (F)
Acesse Link Abaixo
 ARQUIVO DISTRITAL DE PORTALEGRE - PORTUGALhttp://adptg.dgarq.gov.pt/

sábado, 14 de julho de 2012

O Judeu Luso-Espanhol, na Estrutura Social do Nordeste do Brasil. <--------Clique Aqui

Esse Blog é muito interessante não deixe de ver esse trabalho fascinante sobre a colonização do Nordeste.


O Judeu Luso-Espanhol, Sefardita,
na Estrutura Social do Nordeste do Brasil.

Os Ximenes de Aragão, os Drummond de Andrade e os Feitosa
Diante deste trabalho de indispensável leitura para o resgate da identidade histórica do Nordeste do Brasil, refém da estéril historiografia oficial, sempre a serviço dos aparelhos ideológicos de dominação social, eu procedi às atualizações desta minha crônica com citações e referências do ensaio de Caesar Sobreira. As quais vêm corroborar, em aspectos historiográficos e sociológicos, a minha livre dissertação.
Há outros grupos familiares, a exemplo dos Albuquerque, os quais tiveram a sua estrutura de clã prematuramente rompida; em conseqüência das perdas com a Guerra dos Mascates, 1710, e, em 1817, com a sucumbência da Confederação do Equador. Sendo estes episódios: as causas do empobrecimento e da desagregação de muitos dos ramos descendentes. A ascendência deste grupo é tratada neste blog: na crônica Proposopéia de necessária leitura.
Os Feitosa, com origens no Norte de Portugal: rincão de massiva ancestralidade judaica. Como registra Caesar Sobreira. Com passagem por Sirinhaén: Pernambuco. Onde se consorciaram aos Pais, ou Paes, Barreto. Na propriedade de partidos de cana-de-açúcar e de currais de gado no São Francisco. Região da cidade de Penedo; no atual Estado de Alagoas: a provocar especial interesse.
Despontando João Alves Feitosa: o mesmo João Cavalcanti. Pioneiro da pecuária vacum no Brasil. Patriarca da aristocracia pastoril. A melhor dizer: da “bovinocracia”. Chegado à colônia em 1650. Em companhia do seu irmão José Alves Cavalcanti. Recebendo, em 1680, sesmarias de 40 léguas em Araripecico, região da cidade de Penedo.
O seu filho Lourenço Alves Feitosa: o qual não deixou descendentes. Fez-se ao Ceará, em companhia do seu sobrinho Francisco: filho de Pedro Alves Feitosa. Lourenço acumulou o patrimônio inédito de 23 sesmarias ( cf. Tomaz Pompeu, Sesmarias Cearenses).

domingo, 10 de junho de 2012

COLONIZAÇÃO ALEMÃ em JUIZ DE FORA

Colonização Alemã em Juiz de Fora - MG

Colaboração de Aristoteles Rodrigues - email tote.rodrigues@terra.com.br



Juiz de Fora tem um forte contingente de alemães migrados no século XIX, através de Mariano Procópio, o visionário que construiu a Estrada União Indústria (Juiz de Fora-Petrópolis) e a primeira usina hidroelétrica da América do Sul, e que transformou esta cidade na Manchester mineira.
O fazendeiro e industrial visionário Mariano Procópio Ferreira Lage fundou a Companhia União & Indústria. Registre-se que religião nunca entrou em suas cogitações, pois Mariano Procópio estava interessado apenas na qualificação profissional dos que viriam. Vale lembrar que a mão de obra era escassa no Brasil, ainda fortemente escravagista naquela década do século 19. Ele construiu, às suas expensas, a Estrada União Indústria, ainda existente em sua totalidade, ligando Juiz de Fora (então, Paraibuna) a Petrópolis, estando porém hoje interrompida pela CONCER, que ergueu um posto de pedágio bem no encontro dela com a BR-040, estrada da qual comprou o uso. Os primeiros alemães que chegaram destinavam-se às oficinas da Companhia; o visionário também cuidava de suas propriedades, ainda que a história futura bem próxima tenha mostrado que ele não era tão bom administrador.

O primeiro embarque aconteceu na barca Teel, que saiu da Alemanha em 21 de abril de 1858, com 232 colonos (116 homens e 116 mulheres; do total, 145 protestantes e 87 católicos ) para a Companhia União e Indústria, tendo chegado ao Rio em 24 de maio. O segundo desembarque aconteceu em 25 de junho de 1858, também no Rio, com a barca Rhein: 182 colonos de ambos os sexos. O terceiro desembarque no Rio ocorreu em 25 de julho de 1858, trazendo 285 colonos na barca Gundela. O quarto, em 29 de julho de 1858, trouxe 249 imigrantes, pela barca Gessner. O quinto e último foi pela barca Osnabrück, que chegou em 3 de agosto de 1858, com 215 colonos.

De toda forma, registre-se que: Theel: 232 pessoas - 42 famílias - 2 solteiros Rhein: 182 pessoas - 32 famílias - 24 solteiros Gundela: 285 pessoas - 66 famílias - 12 solteiros Gessner: 249 pessoas - 43 famílias - 13 solteiros Osnarbrück: 215 pessoas - 42 familias - 11 solteiros

Do total: 635 católicos e 407 protestantes.

Esses alemães vieram à vontade, quanto a religião, o que criou um (hoje) divertido problema: onde enterrar os mortos não católicos, num país católico excludente? Foram doadas terras para dois cemitérios católico-protestantes, um atrás da Igreja da Glória, dos padres redentoristas, enorme, que foi dividido por um muro baixo, para que cada um enterrasse seus mortos em seu campo sagrado e não sagrado. O outro, no bairro de São Pedro, pequenino, teve a mesma disposição e função. A Igreja Luterana de Juiz de Fora tem os registros de óbitos e casamentos desde a imigração; o de nascimentos, lamentavelmente, foi queimado por uma imbecil secretária, porque estava com cupins (levou-o para o quintal, jogou álcool e botou fogo; os cupins também lhe estavam na cabeça).

A Igreja Metodista também possui um acervo razoável de memória, porque muitos protestantes procuravam-na, já que não havia pastor luterano por aqui. Por fim, a Igreja da Glória possui bons arquivos, também, quanto aos que vieram católicos. Acho que o assunto merece uma boa investigação, pois, ainda que sem excludência, os alemães ocupam, ainda hoje, os bairros da Borboleta e de São Pedro, predominantemente (sem exclusão, porque os casamentos aqui aconteceram de todos com todos).

Estas são as regiões de origem dos que emigraram para Juiz de Fora (passível de erros):
Baden, 147
Baviera, 26
Brunswick, 12
Dinamarca, 1
Franckfort, 15
Hamburgo, 13
Hannover, 22
Grão Ducado de Hessen, 335 pessoas
Hessen-Eleitoral, 20
Holstein, 155
Luxemburgo, 4
Meclemburgo, 10
Nassau, 15
Prússia, 147
Saxônia, 9
Saxônia-Weimar, 19
Schleswig, 26
Tirol (Áustria), 227
Würtenberg, 22
Nascidos no mar, 7
Total: 1170
Mortos durante as viagens, 7
Desertor durante a viagem, 1
Chegados: 1162


Fontes:
1) Luiz José Stehling, JUIZ DE FORA, A COMPANHIA UNIÃO E INDÚSTRIA E OS ALEMÃES, 1979, edição da Prefeitura de Juiz de Fora, FUNALFA.
2) Paulino de Oliveira, HISTÓRIA DE JUIZ DE FORA, 2a. edição, 1966 (creio que seja edição do autor, porque só consta a gráfica: Gráfica Comércio e Indústria Ltda., Juiz de Fora).
3) Jair Lessa, JUIZ DE FORA E SEUS PIONEIROS (DO CAMINHO NOVO À PROCLAMAÇÃO) - Ed. UFJF e FUNALFA, 1985.



Os links abaixo contam a história da imigração alemã em Juiz de Fora - MG. Elaborados por Aristoteles Rodrigues.

Colonização de Juiz de Fora - MG

Famílias alemãs em Juiz de Fora

Família Mitterhofer - descendentes de Peter Mitterhofer, chegado ao Brasil em 1858, se estabelecendo em Juiz de Fora.

COLONIZAÇÃO ALEMÃ - Lista de Passageiros com destino a VITORIA <- click

Navio CHRISTIANSAND comandado pelo capitão Gude, partiu de Hamburgo com destino Vitória em 2 de julho de 1858 com 176 passageiros a bordo.

Sobrenomes presentes na lista: Andres, Bachmann, Bolenz, Burkhard, Christ, Eissenlöffel, Friedrich, Fries, Gass, Hauerwass, Henn, Herkert, Holzschuh, Holzschuh, Huber, Huberti, Jäger, Jung, Kaiser, Kern, Kilian, Krein, Kunz, Lehr, Mann, Münch, Noel, Nussbickel, Pfeiffer, Schlitz, Schumacher, Spies, Steinmetz, Sulzbacher, Weiberich.

Navio Christiansand

Esta é a lista de passageiros do navio Christiansand que partiu de Hamburgo no dia 2 de Julho de 1858 com destino a Vitória, Brasil, comandando pelo capitão J.A.Gude.

Transcrição feita por Manfred Lewalter, Bingen-Dromersheim, Alemanha a partir do Hamburger Schiffs- und Passagierlisten 1850-1934.


# Sobrenome Nome Descendência Estado Profissão Idade Masc. Fem.
1 Spies Johann Laubenheim Hessen-Darmstadt Ackerbauer 52 X
2 Conjungala 52 X
3 Martin 28 X
4 Johann 20 X
5 Margaretha 25 X
6 Marianne 23 X
7 Barbara 14 X
8 Catharina 12 X
9 Elisabeth 9 X
10 Philipp 7 X
11 Hauerwass Sophia 36 X

12 Kaiser Jakob Dromersheim Rheinhessen Ackerbauer 43 X
13 Anna Maria 40 X
14 Philipp 12 X
15 Magdalena 9 X
16 Katharina 7 X
17 Elisabeth 5 X
18 Anna Maria 2 X

19 Pfeiffer Friedrich Dromersheim Rheinhessen Ackerbauer 56 X
20 Catharina 53 X
21 Anna Maria 25 X
22 Barbara 24 X
23 Juliana 20 X
24 Catharina 18 X
25 Lorenz 14 X
26 Karl Lorenz 5 X
27 Krein Franz 27 X

28 Huberti Friedrich Dromersheim Rheinhessen Zimmermann und Ackerbauer 41 X
29 Catharina 29 X
30 Johann 7 X
31 Schlitz Wilhelmine 17 X

32 Kern Heinrich Dromersheim Rheinhessen 33 X
33 Philippine 32 X
34 Anna Maria 5 X
35 Elisabeth 2 ¾ X

36 Eissenlöffel Carl Hallgarten Nassau Ackerbauer 40 X
37 Franziska 46 X
38 Catharina 18 X
39 Barbara 9 X
40 Margaretha 13 X
41 Franziska 5 X
42 Johann Bruder 46 X

43 Lehr Christian Hallgarten Nassau Ackerbauer 51 X
44 Catharina 54 X
45 Carl 22 X
46 Catharina 17 X
47 Peter 13 X
48 Andreas Bruder 39 X

49 Schumacher Nikolaus Hallgarten Nassau Ackerbauer 39 X
50 Rosine 42 X
51 Johann 13 X
52 Barbara 11 X
53 Daniel 9 X
54 Heinrich 4 X

55 Bachmann Johann Dienheim Nassau Ackerbauer 44 X
56 Charlotte 47 X
57 Joachim 18 X
58 Carl 16 X
59 Elisabetha 14 X
60 Weiberich Johann 20 X
61 Joseph 6 X

62 Friedrich Wilhelm Badenheim Hessen-Darmstadt Ackerbauer 56 X
63 Barbara 50 X
64 Heinrich 27 X
65 Johann 25 X
66 Caspar 24 X
67 Michael 23 X
68 Paul 21 X
69 Philipp 19 X
70 Georg 17 X
71 Bonifazius 16 X
72 Peter 13 X
73 Huber Dorothea 20 X

74 Steinmetz Wilhelm Alsenz Hessen-Darmstadt Ackerbauer 42 X
75 Christina 38 X
76 Adelheid 14 X
77 Elisabeth 11 X
78 Catharina 9 ½ X
79 Charlotte 7 X
80 Caroline 5 X
81 Carl 3 X

82 Gass Jakob Rhaunen Rheinpreussen Ackerbauer 51 X
83 Anna Elisabeth 46 X
84 Friedrich 20 X
85 Philipp 16 X
86 Peter 12 X
87 Dorothea 7 X
88 Elisabeth 3 X
89 Ludwig Säugling ¼ X

90 Christ Valentin Dexheim Hessen-Darmstadt Ackerbauer 35 X
91 Elisabeth 35 X
92 Heinrich 8 X
93 Johann 6 X
94 Maria 2 ¾ X

95 Holzschuh Peter Einbach Baden Ackerbauer 50 X
96 Anna Maria 43 X
97 Carl Ludwig 20 X
98 Eva 17 X
99 Wilhelm 12 X
100 Anton 9 ½ X
101 Holzschuh Wilhelm Limbach Baden 18 X

102 Münch Georg Langenelz Baden Ackerbauer 58 X
103 Veronika 48 X
104 Anna Maria 26 X
105 Veronika 22 X
106 Rosine 19 X
107 Leopold 17 X
108 Caroline 13 X
109 Wilhelm 9 X
110 Adam 4 X
111 Josef Säugling ¾ X
112 Kunz Johann 30 X
113 Noel Jacobine 18 X

114 Henn Valentin Oberneudorf Baden Ackerbauer 57 X
115 Margaretha 56 X
116 Josef 34 X
117 Franziska 32 X
118 Maria 29 X
119 Wilhelmine 1 ¼ X
120 Anna Maria 27 X
121 Catharina 21 X
122 Christian 25 X
123 Anton 18 X
124 Carl 14 X
125 Joseph 1 ¼ X

126 Herkert Franz Hettigenbeuern Baden Ackerbauer 52 X
127 Anna Maria 46 X
128 Catharina 18 X
129 Victoria 13 X
130 Maria 8 X
131 Franz 5 X

132 Andres Jakob Wöllstein Rheinhessen Ackerbauer 34 X
133 Eva 32 X
134 Johann 6 X
135 Christina 5 X
136 Philippina 3 X
137 Margaretha 2 X
138 Elisabeth Mutter 59 X

139 Jäger Paul Wöllstein Rheinhessen Ackerbauer 48 X
140 Elisabeth 48 X
141 Andreas 21 X
142 Christina 17 X
143 Barbara 15 X
144 Eva 13 X
145 Wilhelm 10 X
146 Elisabeth 8 X
147 Nussbickel Peter Zotzenheim Rheinhessen 24 X

148 Fries Christian Weinheim Hessen-Darmstadt Ackerbauer 49 X
149 Christine 49 X
150 Christian 7 X
151 Johann 5 X

152 Kilian Heinrich Nieder-Weinheim Rheinhessen Ackerbauer 56 X
153 Elisabeth 56 X
154 Heinrich 19 X
155 Barbara 17 X
156 Anna Maria 16 X
157 Burkhard Johann 27 X

158 Sulzbacher Conrad Niederkumbd Preussen Ackerbauer 24 X
159 Elisabeth 29 X

160 Jung Conrad Nieder-Weinheim Hessen-Darmstadt Ackerbauer 42 X
161 Barbara 44 X
162 Wilhelm 10 X
163 Jacob 9 X
164 Heinrich 4 X

165 Mann Johann Laubenheim Rheinhessen Ackerbauer 56 X
166 Anna 54 X
167 Christina 25 X
168 Sebastian 19 X
169 Barbara Enkel 2 ¾ X
170 Adam Vater 28 X
171 Barbara 16 X

172 Bolenz Michael Nieder-Ingelheim Hessen-Darmstadt Ackerbauer 32 X
173 Juliane 42 X
174 Franz 15 X
175 Margarethe 13 X
176 Philipp 9 X

segunda-feira, 30 de abril de 2012

MUSEU EMIGRANTES <--------- acesse aqui


Um Museu de âmbito nacional constituído por Núcleos Museológicos e Sítios Históricos da Emigração e do Retorno, instalados em espaços físicos temáticos.Estes organizam um museu polinucleado e um itinerário desenhado para a valorização de espólios e das memórias associadas às migrações.

Nestes lugares e sítios encontram-se os acervos documentais e museológicos de cada um dos pólos, dando aos contextos de origem a compreensão dos factores de emigração.
Neles se evidenciam os quadros de risco inscritos nos processo da viagem como sendo o momento da ruptura cultural.
Procuramos ainda mostrar as expressões da vivência no exterior, bem como aquelas que ocorreram em tempo de retorno por serem uma das mais expressivas visibilidades das suas trajectórias.
Por outro lado, como espaço comunicacional, o MUSEU está apoiado numa plataforma de informação e de dinamização de actividades de pesquisa, tendo como destinatários privilegiados os migrantes, descendentes e associações, nele envolvendo os estudiosos que centram os seus trabalhos nesta área temática, bem como aqueles que se encontram exilados ou refugiados, fundada em 12/07/2001
Inscreve as suas principais finalidades na perspectiva do conhecimento da emigração portuguesa, nela incluindo o fenómeno que se verificou para a África, bem como aquele que se verifica nos nossos dias, detendo-se, particularmente:
na emigração para o Brasil (séc. XIX e primeiras décadas do XX)
na emigração para os países Europeus (2.ª metade do séc.XX)

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Genealogia dos MARQUARDT e LUDKE, ULRICH, MULLER e RIETH de Erechim - RS Imigração RUSSA. <----- click no texto


Neste site voce encontra um pouco da história de Erechim e as primeiras familias que imigraram da Rússia para o Brasil.

FONTES PARA A GENEALOGIA: O PROCESSO DE HABILITAÇÃO DE CASAMENTO - SÃO MARCOS VERANÓPOLIS RS <------ Click no texto e abra a página

Na revista do CEKAW de número três iniciou-se a transcrição das habilitações de
casamento de Alfredo Chaves, hoje Veranópolis, encerrando-se na de número cinco, relativamente
aos imigrantes poloneses, russos e alemães.
Nesta edição, embora existam processos do segundo distrito de Veranópolis já compilados e
inéditos, optou-se por publicar os feitos da colônia de São Marcos, enquanto sétimo distrito de São Francisco de Paula, existentes no Arquivo Público do Estado do Rio Grande do Sul, também núcleo de imigração polonesa.
Créditos
Por Diego de Leão Pufal, bacharel em Direito e Genealogista.
diegopufal@gmail.com - http://pufal.blogspot.com

domingo, 4 de dezembro de 2011

ARQUIVO HISTÓRICO DE ALÉM PARAÍBA <------- clique aqui






Lista de obituários de Além Paraíba e Sertão Leste de Minas Gerais.

GENEALOGIA DO SERTÃO PERNAMBUCANO <------- Clique aqui



Arquivos de genealogia disponíveis para consulta
Fotos, documentos e brasões (heráldica)

Famílias do Sertão Pernambucano Araújo, Sá, Nogueira, Ferraz, Novaes, Gomes de Sá, Carvalho, Gominho, Marques, Marquim, Alencar, Arraes e centenas de outras famílias pernambucanas.
Organização: Magno José de Sá Araújo com a ajuda de diversos colaboradores
Pessoas: 43.446 - Famílias: 12.784 - Atualizado em: 31/12/2008

Família Fontelles Família Fontelles.
Organização: Alexandre Fonteles Pereira
Pessoas: 1.422 - Famílias: 442 - Atualizado em: 18/10/2003

Família Cascão Descendência de Manuel Gonçalves Cascão.
Organização: Regina Cascão
Pessoas: 4.807- Famílias: 1.761 - Atualizado em: 13/07/2009

Família Alencar Descendência de Martinho Francisco do Rego e Dorotéa de Alenquer.
Organização: Raidson Jenner Alencar
Pessoas: 4.295 - Famílias: 1.177 - Atualizado em: 13/03/2005

Família Barthel Descendência de Joseph Barthel e Christine Müller.
Organização: Roger Roberto Barthel
Pessoas: 166 - Famílias: 46 - Atualizado em: 18/11/2000

terça-feira, 29 de novembro de 2011

HISTORIA DE CABO VERDE e FAMILIA BARBOSA da TERRA DO FOGO <----- Clique Aqui

Um passeio pela Ilhas de Cabo Verde. Um pouco de sua história e a Horigem da Familia Barbosa oriunda da Terra do Fogo. Veja Também orientações sobre como fazer pesquisa genealógica em Portugal, como procurar, onde ir.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

FORUM DE GENEALOGIA <------- clique e veja

Esse link levará voce a pesquisar as certidões através da Internet, acesse e veja como é fácil. Nem todas as certidões estão prontas, mas já tem muita coisa digitalizada, se voce quiser acelerar esse processo seja um voluntário no INDEXING e participe desse projeto, acesse o link na guia do lado direito e verifique.

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

BIBLIOTECA DO SENADO FEDERAL <-- Clique


Acessando a página voce segue para o tópico COLEÇÕES, depois Topico 06-OBRAS RARAS - clicar em visualizar títulos ou navegue nesse site de obras raras e periódicos.
Alguns exemplos abaixo:

Data de publicação Título Autor(es)
1891 [Relatório] Barbosa, Ruy
1885 A abolição e o credito / por José Penido. -- Penido, José
1894 A Amazonia em 1893 Albuquerque, Luiz R. Cavalcanti de
1882 A Bahia do Rio de Janeiro : sua historia e descripção de suas riquezas / por Augusto Fausto de Souza. -- Souza, Augusto Fausto de
1865 A batalha naval do Riachuelo : contada a família em carta íntima poucos dias depois d'esse feito / pelo 1° tenente Antonio Luiz von Hoonholtz (mais tarde Barão de Teffé). --Memórias do Almirante Barão de Teffé. Tefé, Antonio Luis von Hoonholtz, Barão de
1891 A Cidade de Matto-Grosso, antiga Villa-Bella ; o rio Guapore e a sua mais illustre victima : estudo historico Taunay, Alfredo d'Escragnolle Taunay
1857 A Confederação dos Tamoyos : poema / por Domingos Jose Gonçalves de Magalhães. -- Araguaia, Domingos José Gonçalves de Magalhães
1885 A conferência dos divinos : (commentada) Vianna, Antonio Ferreira; Fialho, Anfriso
1865 A convenção de 20 de fevereiro demonstrada á luz dos debates do Senado e dos successos da Uruguayana / por José Maria da Silva Paranhos. -- Rio Branco, José Maria da Silva Paranhos, Visconde do
1883 A demissão e reintegração do procurador fiscal do Thesouro Provincial do Piauhy, Miguel de Souza Borges Leal C. Branco. --A reparação de uma clamorosa injustiça. -
1872 A dissolução da Camara : resposta ao discurso do Sr. Alencar. -- -
1847 A dissolução do Gabinete de 5 de Maio, ou, A facção aulica / [Firmino Rodrigues da Silva]. -- Silva, Firmino Rodrigues da
1873 A Egreja e o estado Marinho, Joaquim Saldanha
1871 A emancipação : breves considerações / por um lavrador bahiano. -- Lavrador bahiano
1871 A emancipação : ligeiras e decisivas considerações sobre o total acabamento da escravidão: sem o menor prejuizo dos proprietarios e a publicação da lei n. 2.040 de 28 de setembro de 1871 / por L. Santos. -- Santos, L.
1871 A emancipação dos escravos : parecer / de C. B. Ottoni. -- Ottoni, Christiano Benedicto
1871 A escravidão : questão da actualidade / por Cassio. -- Cassio
1881 A Escravidão dos negros : reflexões Condorcet, Marie Jean Antoine Nicolas de Caritat
1866 A escravidão no Brasil : ensaio historico-juridico-social / pelo Dr. Agostinho Marques Perdigão Malheiro. -- Malheiro, Agostinho Marques Perdigão
1869 A escravidão no Brasil e as medidas que convem tomar para extinguil-a sem damno para a nação / pelo Dr. Adolfo Bezerra de Menezes. -- Menezes, Adolfo Bezerra de
1887 A escravidão, o clero e o abolicionismo / por Luis Anselmo da Fonseca. -- Fonseca, Luis

GENEALOGIA PAULISTANA <--------- Clique aqui para ver o site


Esse site levará voce ao Livro das Genealogias Paulistanas, e outras conformes descritas abaixo. Para quem se interessa por genealogia não pode deixar de navegar neste site; tem listada várias familias com origem em São Paulo.
O Projeto Genealogia Paulistana, iniciado em 1999, foi uma iniciativa da lista de discussão da MPS. Originalmente, pensava-se que em meses estaria concluído, mas nele foram gastos mais de quatro anos.
Lia Camargo, em 04 de dezembro de 2003.

Neste site, a "Genealogia Paulistana" de Luiz Gonzaga da Silva Leme além da "Genealogias da Zona do Carmo" de Cônego Raimundo Trindade. Apesar dos muitos erros, que possam ter ocorridos na transcrição e na formatação, ao transpormos estas duas obras para este site, acreditamos que ainda assim, servirão de norte e instrumento facilitador, para aqueles que como nós, se dedicam a pesquisa genealógica e por algum motivo não tem acesso às publicações originais das mesmas.

TÉCNICAS DE LEITURA: NOMES E ABREVIATURAS EM DOCUMENTOS DOS SÉCULOS XVII E XVIII

Nomes. Repetiam-se grandemente os nomes, ocorriam também muitos casamentos na mesma família, inclusive tios com sobrinhas ou tias com sobrinhos. Torna-se importante qualquer dado extra que possa ajudar a identificar a pessoa, e que acompanha o seu nome. Por esse motivo, na identidade de um indivíduo é importante levar em conta alguns elementos acessórios como::

a) O nome de sua mulher. Mas aqui também não se pode confiar integralmente, pois era frequente casarem-se as pessoas duas vezes, devido ao alto índice de viuvez.

b) Tão importante ou talvez mais importante que a vinculação ao nome de uma mulher, é o nome do lugar onde o indivíduo vivia ou de onde ele era natural. Hoje, devido à facilidade de movimentação de indivíduos e famílias, esse dado parece irrelevante para identidade, e o pesquisador tende a não lhe dar a importância que tinha em épocas antigas.

Desde a antiguidade, o local de nascimento ou moradia da pessoa era com frequência agregado ao nome do indivíduo, para identificá-lo entre outros de mesmo nome. Assim, "Domingos Pereira, morador na Sobreda", vale para toda a vida desse Domingos, uma vez que provavelmente viverá sempre naquela localidade e assim se distinguirá de muitos outros Domingos Pereira. Muitos nomes de lugares incorporaram-se assim ao nome de família dos indivíduos. Esse costume passa da idade média à idade moderna, e vai praticamente desaparecer na época contemporânea.

c) A crença de que alcunhas tenham se tornado nomes de família não parece corresponder à verdade. As alcunhas eram indicadas muito distintamente, e serviam como identificador quando havia muitos nomes iguais no mesmo lugar. Pelo menos nos documentos das Igrejas da Vila de Almada, as alcunhas eram sempre indicadas com muita clareza e não acompanhavam os nomes de filhos e netos. Assim Diogo da Costa, o Camílio, Antônio Vaz, o bengala, etc.

Mudança de nomes. Abandono de um nome da linha paterna por um nome da linha materna pode ocorrer, e isto foi comum em Portugal, à época do domínio espanhol, quando o último sobrenome era o da mãe, e o sobrenome do meio é que era do pai. Erros e má interpretação de funcionários e escrivães também levam à alteração de sobrenomes, como é o caso de uma família italiana que veio de Gênova para o Brasil e cujo sobrenome era Covre; por descuido do funcionário que lhes emitiu documentos brasileiros, teve o sobrenome alterado para Cobra (Os Cobra de Piracicaba, S.P.).

Quando os judeus foram obrigados a adotar a religião católica, desapareceram os Isaac, Jacob, Judas, Salomão, Levi, Abeacar, Benefaçam, etc., e ficaram somente nomes e sobrenomes cristãos. Tomaram nomes vulgares, sem nada que os diferenciasse da maioria dos cristãos velhos, a não ser por vezes a manutenção de algum sobrenome antigo judaico pelo qual o indivíduo era vulgarmente conhecido. Assim aconteceu com Jorge Fernandes Bixorda, Afonso Lopes Sampaio, Henrique Fernandes Abravanel, Duarte Fernandes Palaçano, Duarte Rodrigues Zaboca, etc.

É, portanto, falsa a idéia de que os cristãos novos usavam nomes de árvores como Nogueira, Pereira, Pinheiro Carvalho, etc., para distinguir-se. Estes já eram sobrenomes existentes e pertencentes a própria nobreza de épocas anteriores.

Abreviaturas. A leitura da documentação antiga é tarefa um tanto difícil para o iniciante mas, após algum esforço, vai se tornando cada vez mais fácil. Existem umas poucas regras que facilitam muito a leitura dos documentos mais difíceis. É imprescindível também conhecer de antemão as formas de abreviatura comuns em cada época. São abreviados não somente palavras nos textos do documento como também os nomes das pessoas. Existem livros inteiramente dedicados a este problema.

Alguns nomes e sobrenomes passaram a existir a partir de abreviaturas como por exemplo "Roiz", abreviatura de Rodrigues; Brites, abreviatura de Beatriz; Alves, provável abreviatura de Alvarez, etc.

Os sobrenomes eram frequentemente escritos com a inicial minúscula: oliveira, pereira, etc.

Aqui vão alguns exemplos de abreviaturas extraídas de documentos dos séculos XVII e XVIII:

7bro = setembro 8bro = outubro
Alz' = Alvares Ant.o = Antônio
C.na = Catarina D.a = Dona
d.a V.a = dita Vila Dis = Dias
Diz e Diz (com til sobre o i) = Diniz
d.o, d.a = Dito, dita
D.os, D.as = Domingos, Domingas
D.tor = Doutor de prez.te = presentemente
delegc.as = diligências delig.as = diligências
E. R. M.ce = espera receberá mercê
f.o, f.a = filho, filha
feu.ro, feur.o, Feu.ro = fevereiro
Fon.ca = Fonseca
Fran.co, fran.co, Franc.o, Fr.co, fr.co; Fr.ca = Francisco, Francisca
freg.a ou fg.a = Freguesia
Frr.a, frr.a, Fer.a = Ferreira
Frz', ou frz' = Fernandes
Glz' ou glz' = Gonçalves
Im.o = Jerônimo
impedim.to- = impedimento
in facie ecctiae = in facie ecclesiae
Jan.ro, Janrr.o, Jan.r = janeiro
Jhs'., ihus'., Jhus. = Jesus
Joph. = Joseph ou José
Lxa ou Lixa = Lisboa
l.o., ou legit.o, legit.a, legt.a, leg.ta, leg.ma = legítimo, legítima
M.a = Maria
Mz = Munis ou Martins
M.el = Manuel
m.or, m.ora = morador, moradora
minha lç.a = minha licença
miz.a = Misericórdia
Mnz . = Martins
Montr.o, montr.o = Monteiro
Mrc.o = Março
N. Sr.a
n.al = natural
n.al da V.a = natural da vila
Nascidos de hum ventre = filhos gêmeos
nessec.o = necessário
9bro, Nov.bro = novembro
P. C. = passar carta, dar autorização
p.a = para
P.e = Padre
P.o = Pedro ou Pero
prez.tes = presentes
Prr.a,prr.a, Per.a = Pereira
q' = que
q' Ds'. guarde como des.o. = que Deus o guarde como desejo
ribr.o = Ribeiro
Roiz = Rodrigues
Ryo de Janr.o = Rio de Janeiro
S.er = Senhor
Sagr. Con. trid. e Const.oe(n)s deste Arc. = Sagrado Concílio Tridentino e Constituições deste Arcebispado
SMq'Ds'., SMDs'. = Sua Magestade que Deus guarde
Snra. = Senhora
Supp.te, supp.te = suplicante
Teix.ra., teix.ra., teixr.a = Teixeira
test.as ou t.as = testemunhas
V. Ill.ma e R.ma = Vossa Ilustríssima e Reverendíssima
V.a = Vila
VM, Vm.ce = Você, o Senhor, a Senhora
X = Cris (como em Cristo)
X.er = Xavier

A melhor fonte para socorro do leitor de documentos da nossa história colonial talvez seja ainda o Elucidário das Palavras e Termos e Frases que em Portugal Antigamente se Usaram e que Hoje Regularmente se Ignoram: Obra Indispensável para Entender sem Erro os Documentos Mais Raros e Preciosos que Entre Nós se Conservam. Esta obra de tão extenso título, de autoria do frade franciscano Joaquim de Santa Rosa de Viterbo, veio a público em Portugal em 1798 e 1799, mas foi reeditada, sendo de 1962 a "edição crítica", por Mário Fiuza (Livraria Civilização Porto-Lisboa) a mais facilmente encontrável.

terça-feira, 27 de setembro de 2011

GENEALOGIA de SOBRAL - CE <--------- Clique aqui


Este site tem trabalhos fantásticos sobre a história de Sobral, voce poderá encontrar uma linha para seguir em seus trabalhos genealógicos dê uma olhada, vale a pena.
Apresentação
Este trabalho teve inicio por volta de 1970, com as primeiras investigações sobre a família Arruda, trabalho despretensioso de cunho estritamente familiar que veio a ser publicado dez anos depois, em 1980. um livro de apenas 150 páginas. Partindo desse trabalho inicial , esse estudo foi ampliado para uma pesquisa mais ampla sobre as principais famílias que colonizaram a Ribeira do Acaraú, mas especificamente o município de Sobral. Então, a idéia é desenvolver uma Coletânea sobre a GENEALOGIA SOBRALENSE, que venha contemplar estas famílias numa ordem cronológica na Região. Cada volume será dedicado a uma família.
Aguiar
Bezerra de Araújo
Ribeiro da Silva
Ferreira Gomes
Linhares
Ferreira da Ponte
Arruda
Gomes Parente
Diogo Lopes Coração de Maria

GENEALOGIA CEARENSE <--------- Já sabe, clique aqui


Não deixe de ver esse Blog, contém vários links com muitas genealogias descritas

1. Genealogia da Família Barros Leal
2. Genealogia da Família Castro Alves
3. Genealogia da Família Holanda no Ceará
4. Genealogia da Família Gurgel do Amaral
5. Genealogia da Família Moreira de Azevedo
6. Genealogia da Família Lopes, de Sobral
7. Lista dos Primeiros Colonizadores Portugueses no Ceará 1700-1800
8. Os Cristãos Novos no Ceará
9. Criaz, Portugal
10. Links